Cuiabá/MT, 28 de abril de 2026

Com extensão obrigatória, UFMT amplia projetos e cineclube leva cinema e debate ao público

A exigência de horas de extensão nos cursos de graduação tem levado docentes e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a repensarem formatos e criarem projetos mais acessíveis e conectados com a realidade acadêmica. No semestre 2026/1, uma dessas iniciativas é o “Além das telas – Cinema & Resistência”, realizado na Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), com sessões às sextas-feiras, às 19h, abertas ao público.

A organização do projeto é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO), núcleo da FCA que articula ações de ensino, pesquisa e extensão na área de comunicação. A estrutura envolve tanto a gestão institucional quanto a execução prática das atividades, com participação direta de professores e estudantes.

Atualmente, cerca de 40 alunos estão inscritos na extensão e atuam no próprio funcionamento do projeto, divididos em diferentes frentes. Parte deles trabalha na coordenação de redes sociais e divulgação, enquanto outros dão suporte técnico às sessões, organizando o espaço, projeção e dinâmica dos encontros. A proposta transforma o cineclube também em um laboratório prático dentro da universidade.

As sessões combinam exibição de filmes voltados a movimentos populares, juventude e diferentes formas de resistência, seguidas de rodas de conversa e um sarau com música, poesia e fotografia.

Na última sexta-feira (24), foi exibido Easy Rider (“Sem Destino”, 1969), clássico da contracultura que discute temas como rejeição ao consumismo, pacifismo e vida em comunidade. A curadoria do projeto prioriza obras com impacto social e político, incluindo produções latino-americanas e narrativas de grupos historicamente marginalizados.

Um dos idealizadores do projeto, o técnico da UFMT Glaucos Flores, destaca que a proposta vai além da exibição de filmes:“A gente sentia a necessidade de um cinema que tratasse dessas questões da resistência, dos movimentos populares, da juventude, de tudo o que envolve esse enfrentamento ao que já está posto”, afirma.

O Cine Resistência surgiu em meio ao desafio de consolidar a extensão universitária como parte efetiva da formação. Apesar de obrigatória há cerca de dois anos, a oferta de projetos ainda não acompanha a demanda dos estudantes e essa é uma alternativa contínua, que não exige dedicação além da rotina acadêmica e amplia o acesso à participação.

Além de estudantes de cursos como jornalismo, cinema, e áreas como sociologia, história e filosofia, o projeto também recebe participantes externos, que podem obter certificação de horas.

A programação de maio estará disponível no perfil do projeto no Instagram:
https://www.instagram.com/cineresistencia.ufmt/

Entrada é gratuita.

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