Na Dinamarca, o ensino vai muito além das matérias tradicionais. Desde 1993, as escolas dinamarquesas têm um espaço obrigatório no currículo dedicado à empatia, conhecido como Klassens tid (“hora da turma”). Uma vez por semana, durante uma hora, os estudantes se reúnem com o professor para conversar sobre sentimentos, dificuldades, convivência e maneiras de resolver conflitos de forma respeitosa.
Essas aulas ensinam as crianças e adolescentes a se colocar no lugar do outro, compreender emoções e desenvolver vínculos mais saudáveis. O resultado é visível: o país registra baixos índices de bullying, alto nível de cooperação entre os alunos e um ambiente escolar pautado pelo diálogo e pela confiança.
Mas a empatia ensinada nas escolas vai além das relações humanas. O currículo dinamarquês também promove a consciência sobre o bem-estar animal e o respeito à natureza. Desde cedo, as crianças aprendem sobre os direitos dos animais, o cuidado responsável com os pets e a importância da preservação dos ecossistemas.
Projetos escolares incluem visitas a fazendas sustentáveis, abrigos e campanhas de adoção, incentivando a ideia de que cuidar dos animais é parte do exercício da empatia. Essa formação desperta uma geração mais consciente e solidária, que entende que o respeito deve se estender a todos os seres vivos.
A educação empática é um dos pilares da sociedade dinamarquesa — uma das mais felizes e igualitárias do mundo, segundo o Relatório Mundial da Felicidade da ONU. Para os dinamarqueses, o segredo está em ensinar desde cedo que o bem-estar coletivo depende da capacidade de sentir e agir com compaixão.
A lição que vem da Dinamarca é clara: empatia se aprende, se pratica e transforma o mundo — começando pelas escolas e se estendendo a cada gesto de cuidado com pessoas, animais e o planeta.