Cuiabá/MT, 9 de janeiro de 2026

Parceiros de farda: cães caramelo fazem vigília em delegacia de MT

Os presos levados até a delegacia de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, não encaram apenas os policiais, mas também uma ‘tropa’ de caramelos que vigia e acompanha as equipes no local. 

Popularmente chamados de ‘caramelos’ pela cor da pelagem, os vira-latas viviam em situação de rua quando foram adotados pela gestão anterior da delegacia.

Do grupo de cães que rondam a região, dois se destacam pelo comportamento: 22, que costuma caçar até mesmo passarinhos, e Carabina, mais dócil e carinhosa. 

Ao g1, o delegado Guilherme Kaiper explicou que, quando assumiu a delegacia em julho deste ano, decidiu continuar com os cuidados com os pets, que se tornaram parte da equipe.

“Eles têm casinha, tomam banho e foram até castrados. Todos tratam eles muito bem e se tornaram o ‘xodó’ daqui”, afirmou.

'Caramelos' são adotados e se tornam parte da equipe de delegacia em MT — Foto: Polícia Civil de Campo Novo do Parecis

‘Caramelos’ são adotados e se tornam parte da equipe de delegacia em MT — Foto: Polícia Civil de Campo Novo do Parecis 

🚔O delegado conta que 22 e Carabina são calmos e ficam na porta da delegacia, vigiando o lugar como se fossem os donos. 

“De fato é a casa deles. A gente abre a porta e eles participam [das ações] também”, disse. 

Adoção responsável

A adoção de pets exige responsabilidades além da diversão. Para Valéria Calmon Cerisara, voluntária da Associação Mato-grossense Protetora dos Animais (APAM), o ato da adoção também é uma forma de exercer a cidadania. 

“É importante que as pessoas olhem no seu entorno e tenham mais empatia quando encontram animais domésticos em situação de abandono ou maus-tratos. Se trata antes de mais nada de cidadania”, afirmou. 

Segundo ela, os animais são tão sencientes quanto os seres humanos. 

“Acolher, alimentar, castrar e cuidar da saúde deles é um gesto louvável que merece nossa admiração. Se todos que os encontrem nessa situação de risco fizessem sua parte teríamos menos sofrimento e zoonoses nos municípios”. 

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