O empresário mato-grossense Dante da Mata, do ramo de tecnologia e educação, inaugurou o “Mercado Social” Rede Família no bairro São Mateus, em Várzea Grande, com o objetivo de atender cidadãos em situação de vulnerabilidade. A iniciativa permite a famílias que enfrentam insegurança alimentar adquiram itens essenciais como arroz, feijão, óleo, fubá e trigo a preços de custo e com subsídio de até 50% mais barato que nos mercados da região.
Até o momento, 100 famílias já foram cadastradas. A seleção foi feita por meio de pesquisa domiciliar e critérios voltados à carência socioeconômica e à localização na região. Apenas moradores que tiverem o cadastro aprovado receberão o Cartão Rede Família, com o qual poderão comprar até R$100 de alimentos por mês a preço de custo. O pacote de 5 kg de arroz, por exemplo, está R$ 7,20, e o feijão R$2,80.
Dante explica que a motivação para criar o Mercado Social tem origem na sua própria história de vida: “Passei por muitas dificuldades na infância e adolescência e sei o quanto o acesso à alimentação básica faz diferença.” Por morar na região do Bairro São Mateus, ele optou por um modelo que beneficia os próprios vizinhos e que não concorre com mercados locais, protegendo o comércio do bairro.
O empresário, que é presidente da Ong Rede Família, entende que não basta apenas produzir alimentos ou garantir estoques suficientes, mas assegurar que esses alimentos cheguem com qualidade, quantidade, regularidade e dignidade à quem mais precisa.
“As políticas públicas têm papel imprescindível — programas de transferência de renda, abastecimento, agricultura familiar, estruturas de apoio social — mas, sozinhas, não são suficientes. A participação da sociedade civil organizada, das empresas que assumem corresponsabilidades e das redes locais de solidariedade faz diferença na vida real das pessoas”, pontua.
Além de ajudar a comunidade, o Mercado Social busca inspirar outros empresários a criar redes solidárias, contribuindo ainda mais para a melhoria da qualidade de vida de outras famílias.
O empresário reforça que somente as 100 famílias que estiverem cadastradas serão atendidas.
Eliane Almeida Mendonça, 47 anos, é mãe de oito filhos, e é uma das moradoras contempladas pela iniciativa. “Essa ajuda caiu do céu, vai ajudar bastante. É muito difícil ver os filhos sem ter o que comer”, afirmou a dona de casa.
As vizinhas Dalvinha da Silva, 62 anos, e Rosalina Gomes Correia, de 53, vivem situações semelhantes. Moram sozinhas e, por conta da saúde, não têm condições de trabalhar. As amigas, que também tiveram seus cadastros aprovados, comemoraram a inauguração do Mercado Social. “Erguemos as mãos para o céu. Só Deus para pagar essa ajuda”, disse Rosalina.
Interessados em apoiar a iniciativa podem entrar em contato com o Mercado Social São Mateus pelo site www.mercadoredefamilia.com.br.